Home Nunca esquecer Movimentos Sociais
Movimentos Sociais
Emigração PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Suporte   
Terça, 22 Maio 2007 15:39

 

1992

Homens

Mulheres

Crianças

Sub-totais

Alemanha

80

65

29

174

França

73

69

40

182

Suiça

13

8

10

31

Bélgica

4

5

3

12

Austrália

1

1

0

2

Canadá

154

152

75

381

TOTAIS

325

300

157

782

 
Juvenis PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Suporte   
Terça, 22 Maio 2007 15:38

JOC - Juventude Operária Católica
Cebola 1950 (?!!)
Panasqueira 1941 (!?)

AJS - Associação da Juventude Sanjorgense
Data da Fundação
Direcção.
Objectivos


 
Sinistralidade Laboral PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Suporte   
Terça, 22 Maio 2007 15:38

Acidentes de Trabalho
(…)
Doença laboral

Lutas Após 25 de Abril de 1974
(…)

Teria havido LOC????????????

 
Concentrações de operariado PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Suporte   
Terça, 22 Maio 2007 15:37

Principais Concentrações De Operariado Mineiro, 1939

Minas ou grupo de Minas

Minério

Total de Operários

Rapazes

Mulheres

Raparigas

Couto Mineiro do Pejão

Carvão (Antracite)

696

100

22

-

Minas de Aljustrel

Pirites

1 690

60

40

3

Couto Mineiro da Panasqueira

Volfrâmio, estanho

3 391

28

428

125

São Pedro da Cova

Carvão (Antracite)

1 714

49

148

38

Moinho da Ordem

Carvão (Hulha)

406

18

11

6

Lousal

Pirites

732

15

17

18

Couto Mineiro da Borralha

Volfrâmio

429

7

-

-

Minas de Cumieira

Volfrâmio

690

28

147

15

Bejanca

Estanho, Volfrâmio

639

25

69

8

Total (agrupamento)

-

10 387

330

882

213

Total  (continente)

-

23 374

822

2 902

473

Ano de 1946 – Situação social relatada pelo Pe Leal no Jornal O Mineiro:
 “Já lá vão dois anos depois que no calado da noite se fez ouvir a voz da Emissora Nacional, anunciando a promulgação do decreto que proibia toda e qualquer exploração e exportação de volfrâmio.”
“(…) Acreditem, há muitos que já não podem esperar mais, porque até a caridade vai diminuindo. Os que dão são cada vez menos e os que precisam cada vez mais.”
“(…)Há lares que já não têm dinheiro, já não têm crédito e há muito que não têm pão.”
“(…)Hoje passa-se sem almoço porque nada há para comer, amanhã não se janta ou toma-se apenas um caldo mal temperado porque outra coisa não há em casa, depois de amanhã passa-se igualmente mal porque o dinheiro somente chega para comprar um pouco de pão.” (..)
“Entretanto, é fácil constatar que as crianças, já pálidas e são emagrecidas, vão enfraquecendo. Há adultos cujos rostos envelhecidos  são expoente máximo da miséria e fome que vão passando.” (…)
“A doença, a tuberculose estão já estendendo os braços para se tornarem herança certa desta pobre infância mal alimentada e desta pobre mocidade tão cedo envelhecida.”

 
Sindical PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Suporte   
Terça, 22 Maio 2007 15:36

Sindical
16 de Agosto de 1933, numa visita às Minas da Panasqueira Bento Jesus Caraça, nas notas tiradas sobre a mesma escrevia {Perguntei ao José Machado se os Mineiros tinham Sindicato, disse-me que não. Mais me disse que alguns tinham tentado fazer isso mas que eram despedidos logo que a empresa sabia.(...)
Procurei demonstrar-lhe a vantagem que para todos havia da fundação de um Sindicato explicando-lhe grosso modo o seu funcionamento e para que servia,(...) Respondeu-me por fim: "eu é que para lá não vou, pois se eu preciso de ganhar a vida e eles despedem-me!" (...)}

" E, se é certo que durante cinquenta anos de vida e de actividades houve ainda pequenos movimentos de greve, é igualmente certo que eles terminavam depressa(..)" Leal,1945
Socorrendo-nos ainda do que escreveu Bento Jesus Caraça, quando andou pelo Couto Mineiro (Silva, Lino da, Jornal do Fundão, 8de Abril de 2005):
Nos anos 30 houve uma greve que teve como objectivo reduzir o horário de trabalho de 10 para 9 horas por dia e aumento salarial. Ao fim de 3 dias de Greve os objectivos foram alcançados. Na forja estava já a preparação da greve pelas 8 horas diárias.
No entanto há uma Greve que pertence ao imaginário de quem pelas bandas de Cebola nasceu e se criou. A Greve do Carbureto.
Ano da Greve:1939
Objectivo: Não pagar o Carbureto
Início da Greve: na Barroca Grande, que depois se estendeu ao Rio e à Panasqueira.
Um mineiro ganhava 8$50 e tinha que pagar para o carbureto 1$50
Para poderem trabalhar os Mineiros tinham que comprar o carbureto à Companhia. Situação que trazia revoltados e que revoltou os Mineiros. A Greve aconteceu em Janeiro(!!??) 19/20(!!!???). Nos dias marcados negaram-se a entrar. Pararam à Boca da Mina. Nem a GNR conseguiu fazê-los entrar. Não tinham Luz para entrar. A PIDE interveio prendendo e mandando para o Forte de Peniche (Caxias?) aqueles que eles consideraram os cabecilhas desta Luta:
JOÃO PORFÍRIO MARTINS
BENTO DA COSTA
ALFREDO ARAÚJO PEREIRA ( O CARRIÇO )
AUGUSTO DIAS
ARTUR ALÍPIO
SEBASTIÃO RAMOS
ANTÓNIO DIAS ANTUNES
JOSÉ JOÃO DUARTE
MANUEL FERNANDES
Ao fim de três meses de tortura, por intervenção do Tenente Rosário, de Dornelas do Zêzere, foram transferidos para o Porto. Houve julgamento e restituídos à liberdade.

A Greve através dos relatórios do agente da PVDE e do Governador Civil de Castelo Branco:

Do relatório da PVDE:(R)

Cada mineiro, tinha uma despesa diária, em carbureto, de 30 centavos.
Em Outubro de 1937 uma comissão representativa dos trabalhadores, solicitou à Companhia, por forma escrita, o pagamento do carbureto. Deram como prazo, para a companhia implementar essa petição o fim do ano.
No dia 2 de Janeiro de 1939, como a pretensão não tinha sido satisfeita, não entraram ao trabalho. Fizeram greve. A greve teve início, pelo que é dado perceber no relatório, na Barroca Grande.
A Companhia deu logo conhecimento, ao Governador Civil de C. Branco, do facto de os trabalhadores estarem em Greve.Ainda segundo o mesmo relatório, o Governador Civil veio de imediato para a Mina, dando ordem à PSP da Covilhã e à GNR para se deslocarem para a Mina afim de se evitarem distúrbios.Logo no primeiro dia de greve, foram levados para os calabouços da PSP/Covilhã os mineiros acima referidos.Nota-se, neste relatório, a necessidade de justificar o não conhecimento antecipado da ida dos trabalhadores para a greve. "O pessoal encarregado de vigiar os operários durante o serviço, dizem não terem ouvido falar nunca em greve, mas estas declarações carecem de fundamento pelo motivo do referido pessoal se achar despeitado, em virtude de acerca de um mês ter pedido aumento de ordenado e não ter sido atendido."

Do relatório do Governador Civil:

(podem ser lidas mais 2 páginas do doc. aqui )

A greve de 1939, "vista" pela caneta do escritor:

"Os trabalhadores das minas da Panasqueira, no concelho da Covilhã, em 1939 declararam uma greve geral reivindicando aumento de salários e melhores condições de trabalho, eles que conhecem duas vezes a noite num dia normal de trabalho.

Durou alguns dias a luta.Teve influência, neste movimento, um grupo numeroso de trabalhadores que havia recentemente regressado de Espanha.

Os mineiros viram atendidas algumas das suas reclamações."in Tear de Tomates, Raimundo Gabriel

 


Ultimos utilizadores

Artigos mais populares

Estatísticas