Corre o ano 1948 em Cebola. Meados de Julho. Um garoto de 8 anos joga à bola à Eira, quando a mãe chama "Ó filho! Vai à Costa perguntar à Tia Celeste, se pode vir cá a casa". O garoto percebe o que isso significa. Uma especialista em fazer doçarias, é urgentemente procurada. Pega nas pernas e desaparece em corrida para os lados da Costa.

Horas depois, em casa, ronda à porta da cozinha, na esperança de poder provar pelo menos uma filhó ou rapar um tacho, mas a irmã mais velha enxota-o, como se fosse uma galinha a pedinchar uns graos de milho, "Vai-te embora daí, seu guloso! Doçarias só há prá manha!".  Desiludido, com a água a crescer-lhe na boca, corre de novo para a Eira, ainda a tempo de poder regatear uma posição de extremo esquerdo para um novo jogo à bola. O João Abílio, o Jorge da Tia Emília, o Isidro, o Eduardo, o Fernando, o António, o Ramiro e mais alguns, já tomaram as suas posições. O Luis "Bravo", "prantado" no meio do largo, ao lado da Fonte, dá o pontapé de saida na bola de farrapos, que o Joao organizara.
Já noite adiantada, não se "enxergando" mais os calhaus a demarcarem a baliza, é decidido acabar o jogo. Iluminacao pública nao existe em Cebola e o quarto de Lua nao "alumia" nada. Estafados, sem fôlego, "sapam-se"  nas "Escaleiras" do Tio Zé Brás e gozam a noite morna, com a brisa a "arramalhar" as fitas de "folha linda", que enfeitam toda a Eira. De volta a casa, aqueles cheirinhos a filhoses, a arroz doce, tigelada, quase que roubam o sono ao pobre garoto. Cedo, muito cedo, é despertado por este e aquele galo, pelo canto dum rouxinol lá dos lados do Ribeiro Souto e pelo chilrear alegre das andorinhas. Já não prega mais o olho. O comeco da festa aproxima-se. Dos lados da Tapada já se ouvem os acordes com que os nossos músicos acertam os seus instrumentos. Grande azáfama reina em toda a casa. Mãe e irmãs abrem e fecham baús à procura das colchas mais bonitas, para dependurarem das janelas e varanda. Na Avesseira, o fogueteiro e seus ajudantes, com um monte de foguetes empilhados ao lado,  fazem os preparativos para o foguetório.  As alegres andorinhas, coitadas, ainda nao adivinham os pavores que o infernal rebentar dos foguetes lhes vai trazer.

As rubras cores por cima da majestosa Serra da Estrela enviam-nos a promessa dum dia de sol e calor, e ao mesmo tempo enviam o sinal à nossa Filarmónica para dar início à Festa! Todos janotas na sua bela farda de festa, os trinta e poucos músicos, que já tinham tomado posicao na colina da Capela, frente ao "Povo", iniciam a sua actuacao com a bela composicao musical  "Alvorada". Cebola inteira salta da cama, escancara os janêlos e escuta. A garotada corre em grande algazarra pelas quelhas em direccao à Capela, donde a Filarmónica, em formacao cerrada e tocando, regressa ao Clube.  A garotada, depois de  tentar tomar lugar à frente, é enérgicamente enxotada pelo mestre para trás dos músicos, onde seguem, claro, desordenados como um rebanho de cabras pelas serras.

Às onze horas inicia-se a missa solene. A pequena igreja está a abarrotar. Até as escadas da torre sineira estao repletas de gente. Pregador é o padre Leal da Panasqueira. Lá de cima do púlpito, ornamentado com lindas colchas, ele desfere sobre o povo a seus pés um sermao cheio de paixao, dramatismo e teatralidade, sublinhando os sofrimentos da Senhora das Dores junto à cruz do seu Filho. As nossas mulheres, na maioria viúvas precoces, deixadas sós com carradas de filhos, parecem identificar-se com a Senhora das Dores. Certamente pensando na sua pobreza amarga e nos sofrimentos de toda a ordem na sua vida quotidiana, vertem rios de lágrimas. Terminada a missa, sao os garotos os primeiros a desaparecer para o adro, para ver as garotas, para ver o andor a sair e assegurar um lugar atrás da Filarmónica.
O garoto desta stória, curto de estatura,  "spicha" o pescoço para aqui e para alem. Na soleira duma porta "enxerga" a Otilde.  Baixinha, linda que ela está no seu vestido branco de festa! Os seus olhares cruzam-se e o sorriso que ela lhe envia é como uma segunda festa! Junto ao muro para o olival, a Ilda, a Lurdes, a Florinda, a Piedade, a Carmina ... também todas catitas. Grande alvoroço se espalha de repente pelo adro! A Senhora da Dores acaba de aparecer na porta principal da igreja, rodeada dum mar de flores, aquele rosto cheio de suavidade, ligeiramente inclinado, com aquele olhar triste, que tanto nos cativa. Os mineiros, cabeça erguida, peito fora, orgulhosos pelo privilégio e honra de carregarem o pesado andor, abrem lentamente caminho por entre a multidao para a sua posição de partida. Os estandartes dos vários Santos seguem-se-lhes, empunhados por homens vestidos com opas Os músicos, com os seus instrumentos a reluzir ao sol, tomam a sua posicao ordenadamente, formando quatro filas apertadas. Para mais filas nao dá, pois as quelhas sao estreitas.  Os garotos empurram-se uns aos outros, na luta pelos melhores lugares logo atrás.

A Procissão arranca. O nosso sineiro arrebata aos dois pesados sinos aquele alegre ritmo festivo, que já levou algumas raparigas a dizerem-lhe, "Ó vizinho! O toque dos teus sinos até nos anima à danca!". O fogueteiro manda ao ar os primeiros morteiros, seguindo-lhes os menos graúdos. A Filarmónica abre com a sua marcha mais bonita. Ao passarem por esta e aquela janela festivamente engalanada, ouvem-se mulheres a apontar com o dedo e a cochichar, "Ó comadre! Olha que linda colcha!", “Que lindo manjerico!", “Que lindas sardinheiras!".

Depois de a Procissao ter desfilado pelas  principais quelhas, e o andor ter regressado à igreja, termina a parte religiosa da Festa. A partir de agora é gozo para o povo. Entretanto, os garotos só conhecem um destino: os chães de milho ao fundo da Avesseira, onde vao mostrar quem vai apanhar mais canas. De papo no ar, calculam em fracções de segundo onde vai cair esta e aquela cana de foguete. Acabada a "batalha", é feita a comparação de espólios, no meio de grande algazarra: "Ó Fredo, olha aqui pró meu monte! Quinze que elas sao!". Outro garoto olha com desdenho pró monte doutro, "O quê, só seis, Pá?". A próxima corrida é para casa, onde as filhoses, arroz doce, tigelada, esperam para serem devoradas. Neste dia, os garotos só correm.

À tarde, todo o povo de Cebola se concentra no Largo da Eira. As fitas "arramalham" ao vento por cima das cabecas. Em frente das barracas de comes e bebes vêm-se bichas à espera duma "Sagres", dum pirolito, duma sandes de presunto ou de queijo fedorento, dum refresco de groselha, dum quartilho de tinto. À sombra da frondosa mimosa, a Filarmónica toma lugar no Coreto improvisado de véspera, e toca o mesmo repertório que várias vezes já tinha tocado na Procissao. Os garotos correm como uns "taboucos" para aqui e para ali, levantando nuvens de poeira. As garotas saltam à corda, trocam bisbilhotices entre si, soltando altas gargalhadas acompanhadas por olhares furtivos para este e aquele garoto.Os rapazes mais graúdos fazem as suas rondas em volta das raparigas casadoiras. A gente mais velha observa e conversa à soleira das portas ou nas escaleiras das casas em volta.

A noite já vai adiantada e à pergunta da mãe, se tinha gostado da festa, o garoto, vermelho como um tomate e sem fôlego pelas correrias, responde, "Atão não, mãe! Gostei que me fartei!". Estafado e feliz, embalado pelo cantar dos grilos no quintal, por um mocho sabe lá onde e pelo arramalhar das folhas da "Glicinia" ao lado da janela aberta, adormece num virar de olhos.
sebastiao batista

                                                     DEUTSCHE FASSUNG

                                                            Fest in Cebola

Cebola (Zwiebel) im Jahr 1948, Mitte Juli. Ein achtjähriger Knirps spielt auf dem Eira-Platz mit den Freunden Fußball, als seine Mutter aus dem Küchenfenster ruft, "Mein Sohn! geh schnell zu Tia Celeste und frag, ob sie zu uns kommen kann!" Der Junge weiss genau, was das bedeutet. Morgen findet das Fest der Minenarbeiter statt. Die Frauen nennen es lieber das Fest der Madonna der Schmerzen, und es werden Leckereien vorbereitet. Er nimmt die Beine in die Hand und rennt zur Costa-Gasse.

Stunden später lungert er vor der Küchentür herum, in der Hoffnung, ein Stück der Leckereien zu ergattern oder wenigstens Töpfe auszuschlecken. Vergebens! Seine ältere Schwester scheucht ihn weg wie ein Huhn, das nach Maiskörner bettelt, "Verschwinde, Du Leckermaul! Erst morgen gibts was!" Enttäuscht, zieht er ab und kommt am Eira-Platz noch rechtzeitig an, um die Stelle des Linksaußen für ein neues Fußballspiel zu übernehmen. Joao Abilio, Jorge von Tia Emilia, Eduardo, Fernando, António, Isidro und Ramiro haben ihre Plätze bereits bezogen. Luis der Wilde hat sich  in der Mitte des Platzes aufgebaut, schaut um, ob alle fertig sind, und gibt dem Ball aus zusammengeschnürten Lumpen, einen kräftigen Tritt. Das Spiel beginnt. Nach über eineinhalb Stunde kann man kaum die Felsbrocken sehen, die die Tore markieren. Strassenbeleuchtung gibts nicht (Die Elektrifizierung des Dorfes kam erst viele Jahre später) und der Viertelmond leuchtet kaum. Es wird beschlossen, das Spiel zu beenden. Erschöpft, setzen sich die Jungen auf den Treppen zum Haus von Tio Zé Brás und genießen die laue Luft der Nacht. Die Girlanden und bunte Papierstreifen, die für das große Fest morgen den ganzen Platz schmücken und über ihren Köpfe hängen, rascheln unter der leichten Brise. Zurück zu Hause, wird der Knirps von diesen verdammten verführerischen Düfte der Leckereien so gequält, dass er schwer einschlafen kann. Früh morgens, sehr früh, wird er von dem Krähen der Hähne, von dem Gebell der Köter, von einer Nachtigall unten am Ulmen-Bach, von dem sri sri der Schwalben geweckt. Mutter und Schwestern sind früh aufgestanden. Geschäftig, öffnen und schließen sie Truhen, auf der Suche nach den schönsten Decken, die an Fenstern und Veranda ausgehängt werden sollen. Aus der Tapada-Gasse sind die ersten Übungsakkorde der Filarmónica zu hören. Am Berghang Avesseira, gegenüber der Kirche, trifft der Böllerspezialist, von einem Riesenhaufen Böllerraketten umgeben,die ersten Vorbereitungen. Die bedauernwerten Schwalben haben noch keine Ahnung von den zu überstehenden Ängsten, wenn es los geht.

Die feuerroten Farben über das majestätische Sterngebirge am weiten Horizont versprechen einen sonnigen, heißen Tag und signalisieren unserer Filarmónica, die bereits am Capela-Berghang Position bezogen hatte,  das Fest offiziell zu eröffnen. Als das Solo der Trompete zu der musikalischen Komposition "Alvorada" gespielt wird, springt das ganze Dorf aus den Strohmatratzen hoch, Fenster werden aufgerissen und andächtig gehorcht. Unter wildem Geschrei und aus allen Gassen strömend,  rennen die Jungen Richtung Kapelle, um so nah wie möglich am Geschehen zu sein. Nach der "Alvorada"-Vorstellung, macht sich die etwa 30-Man starke Filarmónica auf den Rückweg. In geschlossener Formation, wie eine Preußische Militäreinheit, spielen sie unterwegs den geübten bescheidenen Musikrepertoire durch. Die Knirpse, die vor den Musiker Platz nehmen wollten, wurden vom erzürnten Maestro energisch nach hinten beordert, wo sie wie eine ungeordnete Herde Ziegen mitlatscht.

Um elf Uhr fängt die Festmesse an. Die kleine Kirche ist so voll, dass sogar auf den Steinstufen des Glockenturms kein Platz mehr zu kriegen ist. Prediger ist der großer, beleibter und Wortgewaltiger Pater Leal von Panasqueira, in der Region für seine Rede- und Predigerkunst berühmt. Wie ein römischer Tribun, schreitet er bedächtig zur der reichlich geschmückten Kanzel. Dort oben angekommen, schweift sein Blick erstmal fast eine Minute lang über die rappelvolle Kirche umher, er will ja Spannung aufbauen, bis er schließlich mit zufriedener Miene loslegt. Voller Leidenschaft und Dramatik beschreibt er die seelischen Qualen der Madonna am Fuß des gekreuzigten Sohnes. Seine auf das unten stehende Dorfvolk nieder geschmetterten Worte, zeigen Wirkung. Die Frauen, in erschreckender Zahl, Witwen mit 5 bis 8 Kindern, identifizieren sich scheinbar in ihrer Armut und täglichen Sorgen, mit der Madonna. Ihre Männer verdienten ihren Lenensunterhalt als Bergarbeiter unter Tage, in den benachbarten Bergwerken von Panasqueira, wo Wolfram gefördert wird. Die Lungenkrankheit Silicose, die die schuftenden Arbeiter dort erbarmungslos heimsucht, ließ sie nicht älter als 40 bis 45 Jahre alt werden. Die Worte des Predigers bringen diese Witwen  zum hemmungslosen Schluchzen und lassen sie, Ströme von Tränen vergießen. Alle um sie herum  kriegen feuchte Augen. Als die Predigt und Messe endlich sein Ende fanden, stürmen die Jungen auf den Platz vor der Kirche. Sie wollen sehen, wie die 12 Bergarbeiter das schwere Traggerüst mit der Madonna durch das zu niedringen Hauptportal schweißtreibend manövrieren, sie wollen die Mädels in ihren Festkleidern sehen und sie wollen den besten Platz hinter der Filarmónica erkämpfen. Die kurzen Beine des Knirps dieser Geschichte erlauben ihm, inmitten der Menschenmenge draußen, keinen freien Blick. Auf Zehenspitzen gestuzt, streckt er den Hals in allen Richtungen, bis er seine "Flame", die kleine Otilde, auf den Stufen eines Hauseingangs entdeckt. Wunderhübsch sieht sie aus, in ihrem weißen Festkleid! Als ihre Blicke sich treffen und sie ihn anlächelt, ist es wie ein zweites Fest für ihn. Die Männer mit den Standarten der Heiligen, haben bereits ihren Startplatz eingenommen. Die Musiker der Dorfkapelle, mit ihren  dunkelblauen Uniformen und den unter der Sonne blitzenden Musikinstrumenten, haben sich in vier Reihen hinter dem stolzen Maestro aufgestellt.  

Plötzlich, wird es unruhig und alle Blicke richten sich auf das Hauptportal. Das schwere Traggerüst mit der Madonna oben drauf, kommt durch die Tür. Mitten in einem Meer von frischen Blumen, schaut sie sanft und traurig herunter, so, ob sie jeden einzelnen ansehen würde. Voller Stolz, die Madonna tragen zu dürfen, schreiten die 12 Bergarbeiter durch die Menge zu ihrem Startplatz.                                                                Schwerfällig, setzt sich die Prozession in Bewegung. Alle scheinen Zeit zu haben. Aus den zwei schweren Glocken, zaubert der Glöckner festliche, frohe Klänge. Mehrere junge Mädchen sollen dem Glöckner mal gesagt haben, "Der flotte Rhytmus deiner Glocken animiert uns so richtig  zum Tanzen an!". Die Böller-Knallerei geht los. Die Filarmónica eröffnet ihren begrenzten Musikrepertoire mit dem schönsten Marsch. Erst nach einer halben Stunde hat sich der lange Wurm aus den über zwei Tausend Menschen richtig ausgestreckt und zieht durch Cebola´s engen Gassen. Hier und dort zeigen Frauen mit dem Finger auf festlich dekorierte Fenstern, und flüstern sich bewundernde Kommentare zu. Aus dem Balkon eines wohlhabenden Bauers regnet es Konfetti auf die Madonna. Als der nicht mehr so lange Wurm, zurück am Start-Ziel ankommt, ist das religiöse Teil des Festes beendet.

Die Knirpse rennen jetzt zu den Maisfelder am Ulmen-Bach, um die etwa zwei Meter langen Schilfstöcke der Böllerraketten zu sammeln. An diesem Tag rennen die Jungen nur. Den Blick in den Himmel gerichtet, werden in Sekundenbruchteile die Stellen ausgemacht, wo die Stöckchen fallen werden. Wenn sie genug gesammelt haben, rennen sie nach Hause, wo sie sich auf die Leckereien stürtzen, und danach rennen sie  zum  Eira-Platz, wo das zivile Teil des Festes fortgesetzt wird. Im Schatten der großen Mimose, spielt die Filarmónica zum wiederholten mal ihren Musikrepertoire herunter. Besucher aus den Nachbarsdörfer drängen sich vor den Freßbuden. Unter Staubwolken, rennen und toben die Kinder um den Festplatz herum.

Als der Knirps dieser Geschichte, atemlos und mit Tomatenrotem Gesicht, genug von dem Fest hat und zu Hause von der Mutter gefragt wird, wie der Tag ihm gefallen hat, antwortet er, "Aber wie, Mutter! Es war Dufte!". Erschöpft und glücklich fällt er ins Bett, wo das cri, cri der Grillen unten im Nutzgarten und das Rascheln der Blättern der Glycinie neben seinem offenen Fenster, ihn in den Schlaf wiegen.

sebastiao batista                                                                                                                                         Cebola/Berlin

Anhang: Cebola, heute S.Jorge da Beira, ist ein kleines Bergdorf in einem Tal der Serra do Acor gelegen, und von den Regierenden des Landes stets vernachlässigt worden. Von drei Seiten wird S.Jorge da Beira von bis 1418 Meter hochragenden Bergen umschlossen. Das Horizont nach Osten ist bis zu Bergen des majestätischen Serra da Estrela (Sterngebirge), weit weg im Osten frei. Bezirksstadt ist Covilha, Provinz Beira Baixa. Die  etwa 4 Kilometer entfernten Bergwerke von Panasqueira, wo Wolfram gefördert wird, sorgten zwischen 1935 und 1960  für Vollbeschäftigung im Dorf. Als Anfang der 1960er Jahren massenweise Leute entlassen wurden, blieb als Zukunftsperspektive die Auswanderung übrig. Scharen von arbeitswilligen jungen Menschen wanderten voller Hoffnungen nach Canada, Brasilien, Frankreich und Deutschland, wo viele zu bescheidenem Wohlstand gelangten.